Oi pessoal, voltei!
Mas hoje é diferente, vou postar uma resenha, mas não fui eu que fiz!
Resolvi postar por dois motivos: é uma resenha maravilhosa, de um livro que eu quero ler, e essa ressenha me deu uma vontade bem maior de ler!

A resenha é da linda e fofíssima Rapha Costa, minha parceira, dona do blog Manifestação da Alma.
Sigam ela, o blog é lindo demais, e a Rapha é super simpática!
Quem quiser ver o post original da resenha, tá aqui o link, e leiam as outras também, são todas maravilhosas, eu garanto!



Espero que gostem tanto quanto eu gostei da resenha!



" R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.

Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.

Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. "





Algumas pessoas são mais vivas que as outras, e nesse caso em Sangue Quente temos um Morto-Vivo ou genericamente falando, um “Zumbi” chamado R, mais do que vivo. Repleto de pensamentos e filosofias profundas, opiniões distintas e um tanto excêntrico, num mundo Pós-Apocalíptico onde os poucos humanos que sobraram vivem escondidos em estádios de futebol como fortalezas.  Zumbis a céu aberto tomam conta das cidades da América. 

E é num aeroporto um tanto simpático que encontramos um grupo de zumbis não muito aterrorizantes, mas que ainda buscam viver um pouco da humanidade que encontram dentro de si. Ou que encontram no cérebro das pobres almas que tem o desprazer de encontrá-los.


É um mundo cinzento e podre, mais às vezes tão cheio de sensibilidade que é comovente, o personagem R chega a citar dizendo que muitos dos zumbis firmaram residência no aeroporto, pois ainda esperavam algo vir, era um lugar de idas e partidas, e eles ainda estavam num impasse entre a morte e a vida.


Da para perceber logo de cara que os zumbis tentam levar uma vida semi-humana, eles criam escolas para suas crianças aprenderem a matar direitinho, fazem casamentos em uma espécie de templo e o mais curioso, ainda tentam ter relações sexuais.


R tem um amigo chamado M, eles não tem suas próprias memórias, eles não sabem ler e mal sabem formar silabas para ter um dialogo decente, por mais que tentem. Mas a amizade deles é louvável em minha opinião.  M é o amigo garanhão da parada, enquanto R é o garoto sensível que mora num avião e ouve clássicos do Rock.


Em uma das expedições de caça os zumbis encontram um grupo de Humanos jovens e fresquinhos para se banquetearem, e no meio desse grupo há dois personagens importantes, Perry e Julie.  R mata Perry e come pedacinhos de seu cérebro e então tem visões claras e nítidas, como um sonho bom, da vida do garoto e nestas memórias à sempre Julie, uma garota que R opta por salva-la e mantê-la segura.


Eis uma personagem curiosa, Julie não é a mocinha doce e indefesa que os romances geralmente apresentam. Pelo contrario, aqui temos uma jovem totalmente desbocada, determinada e corajosa, com muitas experiências de vida (e sexuais) para alguém com sua pouca idade.


Então logo se inicia uma relação curiosa, engraçada e profunda entre uma Humana cheia de vitalidade e um Morto-Vivo em busca de humanidade que usa as memórias de seu falecido ex-namorado para conhecer melhor Julie.


Julie passa os próximos dias com R, tentando entender porque um Zumbi, que seria seu inimigo por natureza em tempos como esses havia salvado-a e parecia mostrar grande interesse por ela.


Uma das coisas que eu mais gosto deste livro, é que ele não idealiza somente o amor pela garota, mais sim o amor pela vida, pela humanidade, e acima de tudo por si próprio, R sempre busca se superar. Busca sempre falar mais, mostrar mais seus sentimentos. E acredito que tenha sido com essa simplicidade e doçura que ele foi conquistando o coração da jovem Julie, ao ponto dela não ter mais nojo dele, mais sim querê-lo por perto, e até em momentos constrangedores cogitando a possibilidade de beijá-lo.


Por mais que seja totalmente piegas, o que se vê nesse livro, é que o amor e aceitação ao próximo é que muda o mundo. Que é o amor que faz com que as pessoas amoleçam, ou que nesse caso, voltem a ser humanos e não criaturas podres e cinzas.


Porque foi o amor e a amizade entre Julie e R que a cura para os zumbis veio ao mundo, e Isaac Marion escreveu isso de uma forma tão brilhante que eu acho absurdo quando vejo comparações maldosas com Crepúsculo.


Sangue Quente é um livro que me encantou e acrescentou lições e mensagens importantes em minha vida. E que me deu esperanças que quando tivermos um Apocalipse Zumbi haja mortos-vivos como R.



Eai meus lindos, oque acharam???
Lembrando que essa resenha não é minha, quem escreveu foi a Rapha Costa, dona do blog Manifestação da Alma, e aqui tá o link original.
Comente falando oque acharam da resenha!

Beijos da Gab!


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