O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.


O romance de Emily Brontë é inovador, o livro não traz aquela ideia central de drama, onde o bom senhor fica com a mocinha e assim a pior tragédia é uma gravidez indesejada. Não, O morro dos ventos uivantes retrata a vida de uma menina mimada que se apaixona pelo bastardo e acaba se casando com o jovem de olhos claros, cabelo louro e fortuna pronta (spoiler?). A novidade é que esse é só o início de uma longa trama de apenas 108 páginas (edição estrangeira), a intriga passa a surgir a partir da revolta de um só personagem: Heathcliff.
“He’s more myself than I am. Whatever our souls are made of, his and mine are the same.”

O uso excessivo de pontos de exclamação me faz pensar que o personagem está sempre acusando, gritando ou sendo rude  e isso aconteceu em Wuthering Heights. Comecei a ler o livro já com muitas expectativas por conhecer a fama do romance (livro favorito de Bella em Crepúsculo), expectativas que se dispersaram durante a leitura. Geralmente, em clássicos, costumo gostar mais do enredo que da própria narrativa, as descrições são complicadas e o uso do inglês antigo (anglo-saxão) é comum.

















“Heaven did not seem to be my home; and I broke my heart with weeping to come back to earth; and the angels were so angry that they flung me out into the middle of the heath on the top of Wuthering Heights; where I woke sobbing for joy.”
O livro conta a história de Catherine Earnshaw, Heathcliff e Edgar Linton – e parte da geração de Catherine e Edgar, mas o drama é centrado em Cathy e Heathcliff – é narrado em partes por Mrs Dean e Mr Lockwood, apesar do famoso estereótipo “clássico” tudo é de fácil entendimento. A novela é abarrotada de quotes reflexivos, e embora seja uma história de amor notável (duas talvez), Brontë atribuiu decepções, tristezas, dores e, principalmente, ódio à trama. Foi incrível a experiência de ler Wuthering Heights, recomendo a quem goste de romances e não tenha medo de finais infelizes.
“She burned too bright for this world.”

Um Comentário

  1. Já ouvi muito falar desse livro e sempre tive curiosidade de lê-lo, o título me chama muito a atenção.
    Beijos
    Tão doce e tão amarga.

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