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Autor: Neil Gaiman
Editora: Conrad
Páginas: 205 (1º vol.) 166 (2º vol.)
Sinopse: "Em um livro pertubador, divertido e comovente, Neil Gaiman explora diversos gêneros narrativos e revela seu domínio da arte de narrar uma história a cada página. Coisas Frágeis é uma preciosidade literárias de um dos escritores mais criativos dos nossos tempos. Depois da aclamada série Sandman, Neil Gaiman comprova, nesta antologia de contos e poemas, por que é um dos mais inventivos e versáteis escritores da atualidade. Inspirado por sonhos, contos de fada, lembranças de infância e fotografias, o autor inglês cria narrativas extraordinárias e surpreendentes."

Sou uma pessoa que pode orgulhosamente afirmar ter lido a maior parte dos trabalhos do Neil Gaiman – menos Sandman, porque sou idiota. No entanto, meu conhecimento sobre seus contos é bem raso. Foi isso que me levou a ler uma de suas várias antologias: Coisas Frágeis. A edição que eu li, da editora Conrad, foi na verdade dividida em dois volumes – um de 205 páginas e o outro de 166 páginas. O primeiro volume é formado apenas de contos enquanto o segundo contém contos e poemas.

A habilidade do Gaiman de contar histórias não perde em nada quando trabalhada em narrativas mais curtas. Na verdade, parece que seu estilo excêntrico e único estilo são evidenciados nesse tipo de narrativa. A introdução dos livros é bem informativa já que traz resumos de cada história e ainda apresenta os motivos e inspirações para a criação de cada uma.
"Olha só. Dizem que carne vermelha faz mal, mas olha o bem que fez pra ela. E crua, bom, é que nem carpaccio, não?" (GAIMAN, vol.2, Quem Alimenta e Quem Come, p. 143)
Todos os contos do primeiro volume são excelentes. Bom, quase todos – sim, O Pássaro-do-Sol, é de você que estou falando! Meu conto preferido – na verdade, ele é do tamanho de uma novela – é O Monarca do Vale. Primeiramente, ele traz de volta o estranhamente carismático Shadow, de Deuses Americanos. Em segundo lugar, personagens sensacionais de outros contos – o amável Sr. Alice e o detestável Sr. Smith – são personagens importantes na história. Por último, a história foi inspirada na balada anglo-saxã Beowulf. Eu, sendo uma grande fã de literatura medieval, ficaria interessada na história mesmo que os primeiros elementos não existissem. É impressionante como Gaiman consegue trabalhar com a mitologia por trás de Beowulf sem, de maneira alguma, restringir a história como uma fantasia épica.
"Se eles acham que você é um herói, estão enganados. Depois que você morre, não pode mais ser Beowulf, Perseu ou Rama. Todas as regras mudam." (GAIMAN, vol.1, O Monarca do Vale, p. 189)
O segundo volume traz histórias que são únicas, cada uma a sua maneira. Como uma leitora sem muito conhecimento em poesia, eu apenas posso dizer que gostei de todos os poemas e gostei muito, particularmente, de A Câmara Secreta – um poema inspirado na história do Barba Azul. O que mais notei no segundo volume foi que todas as histórias são mais sombrias e são mais de terror. Quem Alimenta e Quem Come é particularmente assustador – foi baseado em um pesadelo que o Gaiman teve uma vez. Meu preferido do segundo volume foi Hora de Fechar. A história é contada por um homem em um clube e é uma história aterrorizante de fantasmas e crianças. Se eu falar mais do que isso, vou acabar estragando a história para quem quiser ler.
"Eu não tinha nenhuma vontade de brincar com eles de novo. Pareciam habitantes de uma terra na qual eu ainda não estava pronto para entrar. Mesmo assim, não queria que pensassem que eu era criança." (GAIMAN, vol.2, Hora de Fechar, p. 59)
Sou uma grande fã dos romances dele mas não posso negar o quanto amei o Gaiman-autor-de-contos. Diferente de um romance, é sempre maravilhoso ler um livro como esse. Não têm capítulos chatos ou aquelas partes que não precisavam existir. Só têm novas histórias, novos personagens, novos – perturbadores – enredos. Os fãs de literaturas fantástica com uma pitada de terror vão, com certeza, adorar a leitura. No mais, para quem quer viver uma experiência eletrizante na leitura de um livro, Coisas Frágeis é a melhor aposta.

Um Comentário

  1. Oi, Anita! <3

    Sou apaixonada por essas capas, nossa, de-ma-is. Do segundo, então, nem se fala! *corações flutuando*
    Gosto bastante de contos - até tempos atrás, eu não era muito adepta a ler e a escrever esse gênero - e, como você já sabe, gostei demais do trabalho do Gaiman em Oceano. Mas confesso que coisas de terror não é comigo, passo beeeem longe. O que me chama atenção nele como escritor é a parte da fantasia mesmo, dessa coisa realidade vs. sonhos. Ah, senti falta de você falar dos poemas (é a única parte que eu gostaria mesmo de ler!).
    Ótimo trabalho. Adoro suas resenhas! <3

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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